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Segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Tamanho do cérebro dita muito do insucesso escolar

 

O sucesso escolar dos rapazes depende em grande parte…do volume do seu cérebro. Já se sabia que quanto maior o cérebro maior a inteligência, porque a capacidade de armazenamento de informação aumenta.
Um estudo conduzido pelo Departamento de Antropologia da Universidade de Coimbra permite agora concluir que o tamanho também influência os resultados escolares. Dos rapazes, porque as raparigas parecem compensar eventuais desvantagens com mais estudo. Efectuado com 794 alunos, entre os 10 e os 16 anos, o estudo partiu da ideia de se investigar quais as "razões reais, efectivas, do insucesso escolar no nosso país", explicou ao Jornal de Notícias (JN), Hamilton Correia, coordenador do trabalho. "E vimos que, afinal, não é exclusivo de Portugal, também existe noutros países desenvolvidos".
O estudo do volume do cérebro partiu do facto de todos as investigações sobre sucesso escolar darem preponderância às capacidades cognitivas - à inteligência, portanto - como factores com maior influência nos resultados nos bancos da escola. A elas juntam-se factores agrupados em ambiente familiar e ambiente escolar. No total, lembra o antropólogo, são 228. Perceber as bases biológicas dessa premissa foi o desafio lançado.
Diferenças
Os autores debruçaram-se sobre as médias de dez disciplinas de alunos da Escola Básica 2/3 Guilherme Stephens, da Marinha Grande, escolhida pelo facto de a maioria dos pais pertencer ao mesmo estrato social. O objectivo, com isto, era tentar controlar a influência das variáveis externas, colocando todos os alunos em condições semelhantes. Daí terem sido seleccionados apenas jovens que nasceram com mais de 2500 gramas, foram amamentados a leite materno, pertencem a famílias biparentais, são dextros e não disléxicos e não têm problemas de visão. Foi também por isso que se optou por analisar as médias do 1º período, altura em que "não há ainda pressões sobre os professores para passar os alunos", explica Hamilton Correia. O passo seguinte foi medir a estatura e o perímetro cefálico dos jovens. Até se concluir que, sobretudo nos rapazes, os de maior perímetro cefálico eram os de notas mais elevadas.
Baixa na puberdade
No entanto, este estudo revelou outros dados curiosos. Como por exemplo o facto de, apesar de "as pessoas mais altas" terem também "cérebros maiores", o período do "salto pubertário" (entre os 12 e os 13 anos) poder corresponder a uma baixa no rendimento escolar.            Trata-se de uma altura em que certos adolescentes sofrem "um crescimento muito rápido", para o qual é direccionado grande parte da produção de hormonas, sobretudo testosterona, que não é devidamente empregue na maturação do córtex frontal. Um ligeiro atraso logo "recuperado" no ano seguinte, adianta o investigador. Esses anos são também - e pela mesma ordem de razões - os do amadurecimento do cérebro, que permite ao adolescente conseguir começar a interpretar textos e ter raciocínio lógico-matemático. Dependendo da força do "salto pubertário", esse raciocínio chegará, então, mais cedo ou mais tarde.                         Mas Hamilton Correia atribui também a baixa nas notas do 5º ao 9º ano de escolaridade a dois factores bem mais simples "os professores tornam-se mais exigentes ou os currículos estão desajustados à maturidade cerebral das crianças do nosso país". Porque "o volume cerebral não explica todo o insucesso escolar". Os autores encontraram casos de alunos que passam dos cincos nas cadernetas do segundo ciclo para os três, ou mesmo as negativas, nas do terceiro.

Ivete Carneiro
28-02-2005

 

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publicado por projectomec às 00:19
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2 comentários:
De Denise a 8 de Fevereiro de 2010 às 21:19
Estarão, porventura, a insinuar que as raparigas são menos inteligentes que os rapazes?

Fora das brincadeiras, esse estudo tem muitas implicações. Uma teoria semelhante, de uma caixa craniana menor, foi formada por volta da Idade Média (acho eu, mas às tantas foi mais séc. XVIII) para demonstrar a inferioridade intelectual do mulherio. De que fontes é que arranjaram o artigo? Estou curiosa.


De projectomec a 2 de Março de 2010 às 15:38
Olá! Desculpa a demora na resposta.
Aqui está a fonte da qual tirámos esta notícia:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=496056

É do jornal de notícias, logo penso que seja uma fonte fiável.

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